quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Região de Turismo Douro Sul - promover o Douro




O Presidente da Região de Turismo Douro Sul promove o lançamento e apresentação pública da revista Douro, Muito Mais do que um Rio.

O lançamento acontece em Lisboa e no Douro no próximo fim-de-semana na Estação do Rossio, dia 29 de Setembro, às 11.00 horas.
Em Lamego, no Aquapura Douro Valley Hotel, dia 30 de Setembro, às 17.00 horas.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Para onde vai a Justiça?

Uma notícia, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística, informava que o número de arguidos em Portugal ascendia a 104.969 no final de 2004, ou seja, cerca de 1% da população do país tinha este estatuto, que começa constituir a marca de água da cidadania. De uma cidadania dividida entre os bons, os que administram a justiça em nome do povo e os maus, o próprio povo a quem os democratas de Abril e os militares retiraram o poder de escolher, por voto secreto e universal, aqueles que administrariam a tal justiça.
Traduzindo este percentual em números mais legíveis, um em cada cem portugueses é arguido. Para um País que, até há pouco tempo, não se encontrava confrontado por uma criminalidade violenta não está mal.
A este propósito, e face às críticas de José Sócrates imputando ao PSD a responsabilidade por criar um factor de perturbação na sociedade, empolando o clima de criminalidade que se vive e que os serviçais do Governo nos media não conseguem evitar que se noticie, lembro a histeria de António Guterres quando a sua mulher foi assaltada à porta de sua casa. Quando o Governo era do PSD e os índices de criminalidade bem mais reduzidos do que neste tempo de descontrolo na segurança dos cidadãos.
Mas, voltando à estatística, que não mente, torna-se verdadeiramente ridículo e ridiculariza a justiça, pensar-se que um em cada cem portugueses é arguido. Que conceito é este que, em nome de uma suposta defesa dos direitos, liberdades e garantias, transforma os cidadãos em suspeitos da prática de um crime, qualquer que seja a circunstância, a factualidade e as envolventes do caso.
O novo Código de Processo Penal vem alterar, ligeiramente, esta situação, obrigando, em certas situações, à validação judicial da constituição de arguido.
Não nos podemos esquecer que para a generalidade das pessoas o arguido é um criminoso, condenado e culpado.
Nãos nos podemos esquecer que a nossa sociedade está mais mesquinha, mais triste, mais salazarenta, mais ignorante e mais autofágica.
Vivemos num tempo de depressão, com um aumento exponencial do consumo de anti-depressivos e os cidadãos descarregam as suas frustrações nas pequenas maledicências nascidas do impacto da mediatização da justiça.
Talvez fosse tempo de, nas críticas que se fazem ao Código de Processo Penal, incluir a necessidade de se alterar o conceito de arguido, de forma a que só fosse constituído arguido a pessoa sobre quem recaíssem fortes indícios da prática de um crime e não quem fosse objecto de uma qualquer queixa ou investigação sem bases sólidas para levar a uma acusação.
Ainda quanto ao novo Código de Processo Penal, o maior dos erros do legislador socialista foi o de não ter aceite a proposta do PSD em deferir a entrada do Código para Janeiro de 2008. Seria mais racional e permitiria limar algumas arestas, sem pôr em causa as alterações introduzidas que, não sendo as ideais, como acentuou, serenamente, o Presidente da Associação Sindical dos Juizes Portugueses, António Martins, melhoram o que já existia.
Outro dos erros, foi o de não se ter tido coragem política para alterar o conceito de prisão preventiva. A condenação em primeira instância deveria ser a referência limite para aquele conceito. Poder-se-ia dizer que, com uma medida destas, o princípio da presunção de inocência estaria colocado em crise. Discordo, porque apenas seria uma alteração técnica, a qual tinha, obrigatoriamente, de ser acompanhada de prazos rigorosos e curtos para as decisões das instâncias superiores, dando cumprimento a um dos princípios fundamentais de um Estado de Direito, o de uma justiça célere e eficaz.
Outra nota vai para aqueles que clamam contra a libertação de presos em prisão preventiva, já condenados em primeira instância.
Concordo que a libertação, imediata, de alguns desses arguidos, já condenados em primeira instância, vai causar alarme público e coloca em causa a credibilidade da justiça e do Estado.
No entanto, o alarmismo de alguns responsáveis das polícias e do ministério público não passa disso mesmo, porquanto, quer o código revogado, quer o actual, contempla algumas medidas travão para os casos de criminalidade mais grave, que podem continuar, salvo erro, a serem aplicadas.
Quanto ao alarmismo, volto à serenidade de António Martins, que prestou um bom serviço à Justiça, colocando o dedo nas feridas do sistema, mas sem alimentar a onda de alarme público.
O nosso tempo, este mundo informatizado e global, com crime e negócios à escala global, justifica a necessidade de se romper, de vez, com o passado, e criar códigos simples, eficientes e que permitam a realização da justiça. Do Processo Civil ao Processo Penal é tempo de rasgar um passado ilustre, mas que não responde às necessidades actuais da litigância. Com remendos não vamos lá. Apenas criamos mais problemas.
Quanto ao mais, não se compreende, nem se pode aceitar que, num Estado de Direito, entre a investigação, a acusação e a decisão final, com trânsito em julgado, um processo demore anos. Mesmo para casos complexos, como os da criminalidade económica. Para isso existem peritos que podem contribuir com o seu saber para o apoio técnico indispensável à prossecução dos objectivos do combate à criminalidade. Como não se pode aceitar que, entre o momento da prisão preventiva e o julgamento, decorra mais de três anos.
Talvez fosse útil que alguns responsáveis corporativos metessem a mão na consciência e descessem à terra, reconhecendo a sua culpa nesta matéria.
Até porque não podemos ter um estado dentro do Estado, um estado policial que se impôs ao longo dos anos perante um poder político fraco e sempre comprometido.
Talvez seja tempo de se repensar a estrutura da procuradoria, o seu papel e as suas responsabilidades no combate ao crime organizado, violento, mafioso, ao tráfico de armas e de droga, enfim ao crime de uma sociedade no século XXI, atravessada pelo terrorismo e pela insegurança causada por criminosos cada vez mais perigosos. Cabe ao Governo conceder os meios para este combate e exigir resultados. É isto que os portugueses querem, para voltar a acreditar que vivemos num Estado de Direito, com direitos.
Vítor Fonseca

sábado, 22 de setembro de 2007


"Bem tentais não vos ocupar de política, mas a política ocupa-se de vós"
Charles Montalembert

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Metade do poder de compra em Portugal concentra-se em 20 concelhos

Em 2005, metade do poder de compra nacional estava concentrado em 20 concelhos, e apenas 43 municípios do país, a maioria com mais de 10 mil habitantes, apresentavam um poder de compra por habitante superior à média nacional. Os números são de um estudo hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Na sétima edição do estudo sobre o poder de compra, referente a 2005, o INE disponibiliza os dados relativos ao poder de compra por habitante, percentagens relativas em termos nacionais e ao factor dinamismo relativo, que mede o poder de compra decorrente dos fluxos populacionais de cariz turístico, para todos os municípios do país.
Relativamente ao poder de compra por habitante, dos 308 municípios portugueses apenas 43 ultrapassam os valores médios nacionais.
No topo do ranking estão Lisboa, que excede o dobro da média nacional, Oeiras (cerca 73 por cento acima da média), Porto (64 por cento), Cascais (57 por cento), Faro (48 por cento), Alcochete (41 por cento), Albufeira (38 por cento, Coimbra (38 por cento), Funchal (34 por cento) e Montijo (33 por cento acima da média). Já os 10 concelhos com menor poder de compra - Resende, Freixo de Espada à Cinta, Terras de Bouro, Ribeira da Pena, Cinfães, Sernancelhe, Celorico de Basto, Nordeste, Carrazeda de Ansiães e Vinhais - apresentam valores muito abaixo da média nacional. Em termos percentuais, avança o estudo do INE, o concelho de Lisboa concentrava em 2005 mais de 10 por cento do total do poder de compra nacional, Sintra e Porto na ordem dos 4 por cento, Oeiras e Cascais perto de 3 por cento, Vila Nova de Gaia, Loures, Almada, Matosinhos e Amadora cerca de 2 por cento.
Sobre o factor dinamismo relativo, ligado ao turismo, o INE identificou no top 10 do ranking Óbidos e nove concelhos algarvios - Albufeira, Lagoa, Loulé, Vila do Bispo, Lagos, Portimão, Vila Real de Santo António, Aljezur e Castro Marim.
Apesar de os valores mais baixos para este indicador terem sido registados em Lisboa, Coimbra e Oeiras a actividade turística nestes municípios não é "irrelevante", lê-se no relatório do INE. "A influência deste tipo de actividade fica diluída no elevado poder de compra aí manifestado regularmente".

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

De um Europeu convicto para os hipócritas


O Dalai Lama vem ao nosso País e o Governo, socialista e laico, recusa-se a recebê-lo, oficialmente. Esta fórmula, aparentemente, não excluiria que o líder espiritual budista fosse recebido oficiosamente, mas para tal seria necessário que o governo tivesse coragem política para afrontar a diplomacia chinesa.
Abre-se aqui um parêntesis para saudar a coragem política de Jaime Gama que vai receber o Dalai Lama, às claras e não num qualquer vão de escada.
Estranha-se, que num mundo em que os direitos humanos e a cidadania são factores cada vez mais relevantes, para o que se entende como o desenvolvimento integral e sustentado dos cidadãos e dos povos, os países ocidentais continuem a vergar-se ao poderio económico e geo-estratégico da China.
Ainda para mais de um país que defende a concepção de um regime – comunista - com dois sistemas – um comunista e um capitalista – e que exerce, com mão de ferro, um capitalismo de Estado, em que os meios de produção estão na mão de alguns, em que uma classe emergente, próxima do poder político enriquece a olhos vistos, mas os trabalhadores continuam explorados e oprimidos, como nem nos piores tempos do capitalismo selvagem se verificava.
Estranha-se que Luís Amado, presidente do Conselho da União Europeia esteja tão empenhado na segunda Cimeira Europa/África e que não se preocupe com a Ásia, zona do Mundo onde os direitos humanos não existem e a exploração e a miséria andam à solta.
Estranha-se que a União Europeia, tão ciosa da sua independência, tão afirmativa em se constituir como uma alternativa aos Estados Unidos, como potência económica, se esqueça do que se passa na China.
Estranha-se que a União Europeia, que quer avançar para uma Europa social, sofra de uma cegueira total perante a política opressiva dos direitos humanos do governo da República Popular da China.
Estranha-se que esta Europa tão democrática, tão humanista, tão culta, seja tão cobarde perante as importações chinesas que em nada contribuem para o aumento da riqueza no espaço europeu e agravam o emprego, num conglomerado cada vez mais ingovernável que dá pelo nome pomposo de Europa.
Para onde vamos não sei, para onde nos querem levar, tenho uma pequena ideia, mas eu, europeísta convicto, não vou por aí, mesmo que tenha de estar sozinho, porque como dizia alguém, mais vale estar só do que mal acompanhado.
Vitor Fonseca

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Mais desemprego

"Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acho normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar!".
FMI (José Mário Branco)
"Para ouvir a Ministra a falar hoje na televisão foi necessário fazer um enorme esforço para não vomitar. Aquele ar de Madre Teresa enquanto condenava a futuro de milhares de professores é demasiado revoltante para ser verdade. Claro que a reportagem que antecedeu a sua entrevista, explicou bem todas as vantagens e as maravilhas das soluções governativas. Piscar o olho aos pais, mesmo sabendo que tudo aquilo não passa de demagogia barata, para que continuem a olhar os professores como os maus da fita, continuar com o "internamento" dos nossos filhos nas escolas durante todo o dia, e a famosa autonomia das escolas, desresponsabilizando o Ministério, a caminho da privatização encapotada, tudo foi apresentado como sendo a ultima das maravilhas.
Hoje, mais 45 mil portugueses engrossaram as já longas filas de desemprego. Mais um dia triste neste nosso jardim.
Embora não sendo professor, quero como pai de duas crianças, deixar aqui a minha solidariedade e o meu obrigado a todos aqueles que dedicam o seu tempo a ensinar e a preparar os nossos filhos para o futuro".

sábado, 1 de setembro de 2007

“Pode ser o início ...”

De uma nova forma de fazer política, a interrupção dos ímpetos governamentais em dar como consolidada a localização do aeroporto de Lisboa na OTA.
Começo por uma declaração de princípio, para que não haja qualquer mal entendido, sou contra a solução OTA, para a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa, mas tal posição não tem a ver com uma oposição primária à ideia, só por ser do Governo socialista, mas porque sempre entendi que esta seria, ou será, uma má solução para o nosso País.
Discordei da omissão dos anteriores governos do PSD, que não colocaram um fim àquela opção, nem abriram o caminho para o estudo de soluções alternativas.
Rejeito, igualmente, a opção Portela + 1, que nada resolve, porquanto manteria em funcionamento um aeroporto que já deveria ter saído dali. Lembro que muitos dos defensores desta opção nunca se opuseram à especulação imobiliária à volta do aeroporto, o que criou as condições para a explosão habitacional naquela zona e potenciou os perigos de um acidente que pode acontecer.
Defendo, desde sempre, que a margem sul seria, ou será, o local próprio para a instalação do novo aeroporto internacional de Lisboa - e talvez fosse bom que a memória do passado relembrasse os motivos que levaram ao afastamento liminar, mesmo sem estudos de impacto ambiental e outros, da opção Rio Frio -, a qual apresenta, como se verifica, agora, pelos estudos efectuados, objecções várias. Mas que nada tiveram a ver com rejeição dos anos sessenta. Essa é outra história.
Por isso, não compreendi a posição do Ministro Mário Lino quanto à rejeição, peremptória, de uma opção a sul do rio Tejo.
Os estudos preliminares do LNEC apontam para a viabilidade da opção Alcochete, uma vez afastada a desaprovação dos militares quanto ao encerramento desta carreira de tiro que, na minha opinião, não tem qualquer justificação para a sua existência, face ao papel das nossas forças armadas no quadro de defesa estratégica da Europa.
Contudo, e apesar de admitir que dificilmente a OTA voltará a ser a escolha final do Governo, não sou crédulo para acreditar que o aparelho socialista, que se empenhou, de forma tão veemente, na escolha da OTA, tenha "deitado a toalha ao chão", desistindo daquilo que era considerado quase um dogma do Partido Socialista.
No entanto, as coisas não estão fáceis, e José Sócrates pode aproveitar para dar um novo rumo ao relacionamento do Governo com a sociedade e com as outras forças políticas.
Da arrogância agressiva e sem limites, pode passar para uma consensualização, aparente, através da qual alcance os mesmos objectivos, mas com menos conflitualidade.
Aceitando Alcochete, caso os estudos comparativos confirmem que é a melhor solução, o Governo pode apresentar-se ao País, como Egas Moniz ao rei de Leão, não em defesa da honra, mas demonstrando capacidade para reconhecer o erro, em nome do superior interesse do País e da redução do défice.
Seria uma nova etapa na estratégia para as eleições legislativas de 2009, travando a crispação, acalmando Belém e retirando espaço de manobra ao PSD.
A decisão de construir o aeroporto em Alcochete representará, segundo dizem os especialistas, uma economia de largos milhões de euros, além de permitir a construção modular, evitando um investimento inicial elevado.
Em tempo de sacrifícios para os contribuintes portugueses, esta opção cairia como "sopa no mel", caso fosse acompanhada por um alívio da carga fiscal.
O ciclo eleitoral é inexorável e nenhum governante resiste à tentação da reeleição, utilizando os meios ao seu alcance para realizar esse objectivo.
Vamos aguardar pelos próximos capítulos, para avaliar qual o compromisso do Governo perante os grandes interesses. É da dialéctica desta relação fáctica que nascerá a opção final para a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa.

Vitor Fonseca

segunda-feira, 27 de agosto de 2007


A União Europeia deve ter até 2013 um parque de produção de energia solar com 300 megawatts de potência total, capaz de abastecer mais de 300 mil residências.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira em Bruxelas, durante a inauguração da primeira central do futuro parque termoeléctrico, construída em Sevilha, no sul da Espanha.
Chamada PS10, a primeira central tem capacidade para produzir 23 gigawatts de electricidade por ano, quantidade suficiente para abastecer uma localidade de até 10 mil residências.
Com essa produção de energia solar, a UE poderá deixar de emitir anualmente quase 16 mil toneladas de CO2.
“Estas novas tecnologias dão à Europa una nova opção para lutar contra a mudança climática e aumentar a segurança energética”, disse o comissário europeu de Energia, Andris Pielbags, recordando o plano da União Européia de que 20% de toda a energia consumida pelo bloco venha de fontes renováveis até 2020.
O projeto, realizado pela empresa espanhola Abengoa, custou 35 milhões de euros e foi parcialmente financiado pela União Européia.
A PS10 é a primeira planta termoeléctrica da Europa que produz energia por meio de concentração solar.
Com essa tecnologia, 624 espelhos móveis (heliostatos), cada um com 120 metros quadrados de superfície, direccionam a radiação solar a uma torre de 115 metros de altura. Ali, a radiação é concentrada em um receptor e transformada em electricidade por uma usina de vapor.
Portugal inaugurou o que classificou de “a maior usina de energia solar do mundo”, uma central capaz de fornecer eletricidade a até 8 mil residências.
Construída por empresas portuguesas e americanas, perto da cidade de Serpa, na região do Alentejo, no sul do país, a usina funciona com tecnologia fotovoltaica, diferente da espanhola, mas que não perde nada em eficiência.
Fonte: BBC-Brasil

sábado, 25 de agosto de 2007

Perfil das mulheres e das crianças no Iraque

- Cerca de 25% das crianças com menos de cinco anos de idade, do sul e centro do Iraque, sofrem de desnutrição crónica.
- Uma em cada quatro crianças entre seis e doze anos não frequenta a escola.
- Há grande declínio no número de mulheres adultas alfabetizadas.
- Doenças de fácil prevenção, como a diarréia e infecções respiratórias, são apontadas como causadoras de 70% das mortes infantis.
- Houve um crescimento agudo na taxa de mortalidade materna por falta de cuidados obstétricos de emergência durante complicações na gravidez e no parto.
- O sistema de abastecimento de água no Iraque, que ficou comprometido durante os anos 90, ainda não foi completamente restaurado.
- A mortalidade infantil hoje, 107 mortos por 1000 nascidos, representa mais do que o dobro da taxa registrada no final dos anos 80.

Fonte: Unicef
http://minds-palavrasoltas.blogspot.com/

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

"As partes não determinam o todo, mas o todo determina as partes.
As peças só são legíveis quando postas no lugar;
isolada, a peça de um puzzle não significa nada."

Georges Perec

Luzes e Sombras


A Mentira é a Base da Civilização Moderna
"É na faculdade de mentir, que caracteriza a maior parte dos homens actuais, que se baseia a civilização moderna. Ela firma-se, como tão claramente demonstrou Nordau, na mentira religiosa, na mentira política, na mentira económica, na mentira matrimonial, etc...
A mentira formou este ser, único em todo o Universo: o homem antipático.
Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.
A mentira reina sobre o mundo! Quase todos os homens são súbditos desta omnipotente Majestade.
Derrubá-la do trono; arrancar-lhe das mãos o ceptro ensaguentado, é a obra bendita que o Povo, virgem de corpo e alma, vai realizando dia a dia, sob a direcção dos grandes mestres de obras, que se chamam Jesus, Buda, Pascal, Spartacus, Voltaire, Rousseau, Hugo, Zola, Tolstoi, Reclus, Bakounine, etc. etc. ... E os operários que têm trabalhado na obra da Justiça e do Bem, foram os párias da Índia, os escravos de Roma, os miseráveis do bairro de Santo António, os Gavroches, e os moujiks da Rússia nos tempos de hoje.
Porque é que só a gente sincera, inculta e bárbara sabe realizar a obra que o génio anuncia? Que intimidade existirá entre Jesus e os rudes pescadores da Galileia? Entre S. Paulo e os escravos de Roma? Entre Danton e os famintos do bairro de Santo António? Entre os párias e Buda? Entre Tolstoi e os selvagens moujiks?
A enxada será irmã da pena? A fome de pão paracer-se-à com a fome de luz?... "

Teixeira de Pascoaes
in "A Saudade e o Saudosismo"
- Luzes e Sombras...,
obram ainda na horizontalidade da Ignorância, como opostos, mentem transversos pela sua raíz.
Significativo o post... interessante a espinha dorsal do "Jaguar".
Hari

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

“Navegar é preciso”

(O Fausto que me perdoe...)
O Governo socialista navega entre opções de direita, esclerosada, merecendo os elogios de uma classe empresarial retrógrada que anseia ser sustentada pelo Estado, e uma demagogia populista, estilo Chávez, na busca do equilíbrio instável dos contrários (versão maoista-chique), como se fosse a panaceia para um Portugal adormecido e empobrecido.
Navegando entre aquelas margens estreitas, semelhantes na sua pobreza de ideias quanto ao futuro do País, o Governo tentar manter à tona um barco, cada dia mais rombo, sem porto de chegada e sem esperança de encontrar o caminho, nem que seja para o outro lado do Tejo. Por pura inépcia dos governantes seria mais do que certo que o barco se afundaria mal soltasse as amarras do "cais das colunas", que um anterior governo socialista desmantelou para construir, a peso de ouro e de especiarias, uma linha de metro que poderia ter sido de superfície, mas que sairia mais económica e muito menos rentável para as empresas envolvidas no processo.
Assistimos, nos últimos meses, a um acentuado desnorte do executivo, que ultrapassa, em muito, as simples trapalhadas por ausência do primeiro-ministro, transformando-se num caso patológico de autismo, que ataca os ministros e o grupo parlamentar socialista.
"Estava na cara", - desculpem o recurso a esta expressão brasileira -, que a legislação fiscal, aprovada na Assembleia da República, de abertura "punitiva" do levantamento do sigilo bancário, nos casos de reclamação graciosa ou de impugnação judicial, constituía-se como "uma limitação do exercício de reclamação e impugnação", tratando-se, igualmente, de "uma medida desproporcionada para os fins a que se destina", como decidiu, e bem, o Tribunal Constitucional (a votação, de tão expressiva, exclui comentários canhestros como os que foram proferidos por um conhecido fiscalista).
Esta medida legislativa, proposta pelo Governo, e acolhida, sem pudor, pelo grupo parlamentar, visava dar um toque demagógico e populista à governação, um pequeno doce à esquerda, como compensação pelas "tropelias" em matéria dos direitos dos trabalhadores, da segurança social e do desmantelamento do sistema nacional de saúde.
É claro que, esta esquerda portuguesa, triste e fandanga, delirou com a possibilidade de devassar as contas bancárias dos contribuintes que reclamassem de decisões da administração fiscal.
Os demagogos "chavistas", que defendem o sacrossanto poder dos funcionários das finanças, não entendem que os verdadeiros faltosos não querem reclamar, pela simples razão que não pagam impostos.
Este mecanismo, visava intimidar os contribuintes cumpridores para que não reclamassem, quando entendessem que estavam a ser espoliados pela administração fiscal, mas que não querem ver a sua conta escancarada por um qualquer chefe de finanças.
O Fisco tem mecanismos que permitem o acesso às contas bancárias, por decisão judicial e que salvaguarda os princípios do Estado de Direito.
O Governo tinha perfeita consciência que estava a violar a Constituição da República, mas avançou, racionalmente, nesta opção para contentar a esquerda e empurrar a responsabilidade pela não aprovação da lei para o Tribunal Constitucional e para o Presidente da República.
Deste modo, assegurou que as coisas ficariam como estavam, empurrando o ónus da recusa para outros, num claríssimo sinal de que a famosa veia reformadora não passa de uma cena teatral, desempenhada por actores contratados num qualquer casting de uma empresa de "vão de escada".
Sejamos claros, este governo, que nos irá conduzir às tormentas do "Cabo" que desta vez não é "da Boa Esperança", tem de ser travado antes que seja tarde. Porque outra legislatura liderada por José Sócrates vai obrigar-nos a emigrar, tal como nos anos sessenta. Só que a Europa está diferente e o futuro pode ser bem amargo.
Vitor Fonseca
vitor.m.fonseca@gmail.com

terça-feira, 21 de agosto de 2007


“A verdade, quando impedida de marchar, refugia-se no coração dos homens e vai ganhando em profundidade o que parece perder em superfície...
Um dia, essa verdade obscura, sobe das profundidades onde se exilara e surge tão forte claridade, que rasga as trevas do Mundo.”

* Francisco Rolão Preto (Gavião 1893 – Lisboa 1977) Foi um dos fundador do Integralismo Lusitano, e Chefe do Nacional-Sindicalismo.

Al Gore diz que empresas dos EUA acordaram para o efeito de estufa


Empresas dos Estados Unidos acordaram para a crise climática, mas a administração do presidente George W. Bush está a falhar em agir rápido o suficiente, de acordo com o ex-vice-presidente americano Al Gore.
Numa nova edição de seu livro "Earth in the balance", Gore afirma que Wall Street e prefeitos de cidades por todo o país começaram a agir e, apesar de o tempo estar a esgotar-se, a batalha não está perdida.
"Wall Street sabe que temos um problema, e acredito que com os sinais e investimentos certos podemos criar os tipos de parcerias público-privadas que vão desencadear o poder dos mercados para resolver a crise climática", escreveu Gore.
Cientistas prevêem que as temperaturas médias globais vão aumentar entre 1,8º C e 4º C neste século devido à queima de combustíveis fósseis para energia e transporte, causando fome e tempestades e colocando em risco milhões de vidas.
No novo prefácio, Gore, que diz que a humanidade está em rota de colisão com a natureza, acusa a administração Bush de ser a ferramenta das potências petrolíferas para enfraquecer os alertas de cientistas.
O ex-candidato à Presidência afirmou que a ciência da mudança climática não está mais em disputa, e que o que falta é a vontade política de traduzir isso em acção efectiva.
"A menos que tomemos atitudes com coragem e rapidamente... estamos em grave perigo de cruzar o ponto em que não há mais retorno dentro dos próximos 10 anos", escreveu ele.
O prefácio foi escrito antes de Bush dizer, no mês passado, que convocaria uma reunião neste ano entre os maiores poluidores mundiais para discutir cortes a longo prazo das emissões de carbono - um evento que ambientalistas criticam como sendo uma forma de minar o Protocolo de Kyoto.
notícia publicada em 19/06/2007,
in Portal Ambiental

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Medicamentos de venda livre


"A e-Konoklasta chamou à atenção no seu blog para um artigo do DN em que afirma, citando o último estudo da ProTest a partir de uma amostra de 330 farmácias e 205 lojas, que há medicamentos de venda livre que estão a sair da fábrica com o dobro do preço de antes da liberalização.
O artigo diz o seguinte:
Com a liberalização do preço, deixou de haver também margens de lucro fixas para os intervenientes do sector. Dos laboratórios às farmácias, passando pelos grossistas, todos passaram a regular-se apenas pelas regras do mercado livre.
Partindo da análise dos 20 medicamentos mais vendidos, a Protest conclui que a escalada de preços se deve às farmácias. Se, em média, as lojas vendem 1% mais caro, as farmácias comercializam os medicamentos 6,3% acima de quando o Estado fixava os preços a praticar.
Contactada pelo DN, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) escusou-se a dar informações sobre os preços praticados pelos seus associados. E também não adianta quais as margens de lucro que cada estabelecimento segue.
"O Governo entendeu, a dada altura, pôr o mercado a funcionar. E isto é o mercado a funcionar", diz fonte da associação liderada por João Cordeiro.
É, é o mercado a funcionar. Mais propriamente, 95% do mercado.
Quando uma associação detém 95% do mercado sem margens de lucro fixas e se lhe permite não dar justificações sobre os preços praticados, o mercado funciona e bem! Só que no caso da saúde, a liberdade do mercado devia obrigar a outras contas...a limites.
Entretanto, a futura associação de empresas de venda de fármacos não sujeitos a receita médica (MNSRM), anunciada pelo maior grupo de um sector nascido em Setembro do ano passado -a Cotapharma - reafirmou que em causa estão dificuldades de acesso aos distribuidores de fármacos - já amplamente denunciadas e alvo de inspecções do Infarmed ainda sem resultados conhecidos.
"a compra de medicamentos aos distribuidores é em média, 8% mais cara para nós do que para as farmácias", disse Rui Santos, do grupo Cota.
Por outro lado, espantaram-me as declarações num dos jornais da noite, da responsável de uma parafarmácia (de quem não retive o nome) quando deu um exemplo das facilidades concedidas pelos laboratórios: qualquer coisa como "em 100 caixas, o laboratório oferece-nos 10 enquanto à farmácia oferece 50".
Não é dificil, portanto, tirar algumas conclusões.
Apesar de tudo, há uma noticia boa: diz ainda o artigo que a tutela está, finalmente, a estudar medidas que tornarão obrigatório que as farmácias reportem dados das vendas de remédios em ambulatório à autoridade do medicamento.
Continuo a acreditar que a liberalização tem a obrigação de reduzir os preços mas, se de facto o mercado puder funcionar, porque assim, é difícil. E quando se trata de saúde como um bem a ser salvaguardado, da mesma forma que a intenção da liberalização era a vantagem que o doente supostamente daí devia retirar, se o contrário se verificar, a tutela deve igualmente intervir, sob pena de ser posta em causa a legitimidade da actual legislação."

Liberdade


No activo, entre os êxitos, este governo tem, para seu bem e nosso mal, um poderoso dispositivo de controlo e acompanhamento da informação fornecida à imprensa e aos cidadãos. Uma eficiente rede de jornalistas, profissionais de relações públicas, agencias de comunicação, empresas especializadas, assessores de vária espécie, tem garantido uma centralidade quase absoluta da informação oficial, que, em Portugal, infelizmente, é a grande parte da informação pública.

Com esta teia, o governo tem assegurado um primado de iniciativa como nenhum antes.

Por deficiência essencial, por ligações económicas ou por dependência política, uma parte muito importante da imprensa escrita, radiofónica ou televisiva resigna-se a um papel de vínculo, quando não transmissora de recados.

Como raramente antes, a imprensa portuguesa está, em grande parte, rebocada da “agenda” do governo. Os noticiários de todas as estações de televisão, por exemplo, são dominadas pelas iniciativas governamentais, pelas declarações ministeriais, pelas inaugurações oficiais e pelas oportunidades forjadas para proclamação e recados. Quase sempre sem edição, sem discussão e sem comentário.

Não contente com este feito, o governo pretende dar um passo em frente. Quer agora, por enquanto furtivamente, depois mais aberta e legalmente, criar um clima de contenção e receio. O episódio da ERC, no qual aquela entidade estatal se atreveu a dar lições e a fazer ameaças ao director de um jornal, é um momento revelador da passagem da estratégia de ocupação do espaço à de imposição de um ambiente legal.

Este governo está á beira de pensar o impensável: dá sinais de acreditar em que a liberdade dos cidadãos é incompatível com o poder. O seu."

António Barreto – Jornal Público

"O que antes era um sinal, hoje é uma realidade. Propaganda e censura no seu melhor. Sinais que não deixam de ser preocupantes e que denotam uma falta de maturidade no convívio com a crítica. De facto a liberdade dos cidadãos é incompatível com a liberdade do poder."


"Tudo no mundo está dando respostas, o que demora é o tempo das perguntas"


"A democracia é um mecanismo que garante que nunca seremos governados melhor do que aquilo que merecemos"
G. Bernard Shaw

in
http://fimisterra.blogspot.com/

"Pensamento do Dia"
"A crise da Direita não vem de dentro dela própria. Não procurem explicá-la por via das "guerrilhas internas".
A crise da Direita deve-se a um único factor:
Ela e a "Esquerda moderna" (leia-se PS) são indiferenciáveis."

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Aprender a separar o trigo do joio


“Não há perigo, não há perigo, o povo é sereno”, gritava Pinheiro de Azevedo, primeiro-ministro do VI Governo Provisório no final do verão quente de 1975 e que ficaria mais tarde conhecido como o “Pinheiro Maluco”.

"De todos os episódios do PREC – por varias razões – este é aquele que tenho mais presente. Naqueles dias Portugal era um país em caos e a saque. Os comunistas tentavam impor pela força um regime marxista-leninista e as forças democráticas resistiam como podiam, ao mesmo tempo que deixavam como lastro uma descolonização vergonhosa. Já lá vão mais de trinta anos.
Uns morreram, outros nasceram e alguns cresceram.
Por vezes, quer-me parecer que não aprendemos nada com o passado."

http://blogarcadia.blogspot.com/