terça-feira, 3 de junho de 2008

KIT PEDAGÓGICO "O que eu vou ser quando for grande..."

CONVITE para Lançamento do Kit pedagógico
"O que eu vou ser quando eu for grande..."

Dia 6 de Junho de 2008, 18H00

Programa

Biblioteca da EB1
Rua 17 de Setembro, Urbanização Casal da Boba, Freguesia S.Brás, Amadora
18:00 - Abertura da Sessão
Engª. Luísa Valle – Directora-Adjunta Fundação Calouste Gulbenkian

18:10 - Apresentação do Conto Infantil "Quando eu for grande ..."
Prof. Doutor Luís Nandim de Carvalho – Jurisconsulto e Professor
Universitário

18:20 - Testemunho
Dr. Arnaldo Ramos - Embaixador de Cabo Verde

18:30 - Apresentação do Manual de Prossões de A a Z
Dra. Carla Tavares – Vice-Presidente da Câmara Municipal da Amadora e
Vereadora da Educação, Habitação e Acção Social

18:40 - Testemunho
Dr. Reinaldo Vila Nova - Médico

18:50 - Apresentação do Jogo de cartas "O que eu vou ser"
Dra. Luísa Veloso – Socióloga e Professora Universitária

19:00 – Testemunho
Isa Marques - Facilitadora de bairro

19:10 – Encerramento
Dr. Jorge Miranda – Director Dep. de Educação e Cultura Câmara
Municipal Amadora

19:20 – Beberete

terça-feira, 13 de maio de 2008

A Fome Infame - Prof. Boaventura Sousa Santos


Há muito conhecido dos que estudam a questão alimentar, o escândalo finalmente estalou na opinião pública: a substituição da agricultura familiar, camponesa, orientada para a auto-suficiência alimentar e os mercados locais, pela grande agro-indústria, orientada para a monocultura de produtos de exportação (flores ou tomates), longe de resolver o problema alimentar do mundo, agravou-o. Tendo prometido erradicar a fome do mundo no espaço de vinte anos, confrontamo-nos hoje com uma situação pior do que a que existia há quarenta anos. Cerca de um sexto da humanidade passa fome; segundo o Banco Mundial, 33 países estão à beira de uma crise alimentar grave; mesmo nos países mais desenvolvidos os bancos alimentares estão a perder as suas reservas; e voltaram as revoltas da fome que em alguns países já causaram mortes. Entretanto, a ajuda alimentar da ONU está hoje a comprar a 780 dólares a tonelada de alimentos que no passado mês de Março comprava a 460 dólares.

A opinião pública está a ser sistematicamente desinformada sobre esta matéria para que se não dê conta do que se está a passar. É que o que se está a passar é explosivo e pode ser resumido do seguinte modo: a fome do mundo é a nova grande fonte de lucros do grande capital financeiro e os lucros aumentam na mesma proporção que a fome.A fome no mundo não é um fenómeno novo. Ficaram famosas na Europa as revoltas da fome (com o saque dos comerciantes e a imposição da distribuição gratuita do pão) desde a Idade Média até ao século XIX. O que é novo na fome do século XXI diz respeito às suas causas e ao modo como as principais são ocultadas. A opinião pública tem sido informada que o surto da fome está ligado à escassez de produtos agrícolas, e que esta se deve às más colheitas provocadas pelo aquecimento global e às alterações climáticas; ao aumento de consumo de cereais na Índia e na China; ao aumento dos custos dos transportes devido à subida do petróleo; à crescente reserva de terra agrícola para produção dos agro-combustíveis. Todas estas causas têm contribuído para o problema, mas não são suficientes para explicar que o preço da tonelada do arroz tenha triplicado desde o início de 2007. Estes aumentos especulativos, tal como os do preço do petróleo, resultam de o capital financeiro (bancos, fundos de pensões, fundos hedge [de alto risco e rendimento]) ter começado a investir fortemente nos mercados internacionais de produtos agrícolas depois da crise do investimento no sector imobiliário. Em articulação com as grandes empresas que controlam o mercado de sementes e a distribuição mundial de cereais, o capital financeiro investe no mercado de futuros na expectativa de que os preços continuarão a subir, e, ao fazê-lo, reforça essa expectativa. Quanto mais altos forem os preços, mais fome haverá no mundo, maiores serão os lucros das empresas e os retornos dos investimentos financeiros. Nos últimos meses, os meses do aumento da fome, os lucros da maior empresa de sementes e de cereais aumentaram 83%. Ou seja, a fome de lucros da Cargill alimenta-se da fome de milhões de seres humanos.

O escândalo do enriquecimento de alguns à custa da fome e subnutrição de milhões já não pode ser disfarçado com as “generosas” ajudas alimentares. Tais ajudas são uma fraude que encobre outra maior: as políticas económicas neoliberais que há trinta anos têm vindo a forçar os países do terceiro mundo a deixar de produzir os produtos agrícolas necessários para alimentar as suas próprias populações e a concentrar-se em produtos de exportação, com os quais ganharão divisas que lhes permitirão importar produtos agrícolas... dos países mais desenvolvidos. Quem tenha dúvidas sobre esta fraude que compare a recente “generosidade” dos EUA na ajuda alimentar com o seu consistente voto na ONU contra o direito à alimentação reconhecido por todos os outros países.

O terrorismo foi o primeiro grande aviso de que se não pode impunemente continuar a destruir ou a pilhar a riqueza de alguns países para benefício exclusivo de um pequeno grupo de países mais poderosos. A fome e a revolta que acarreta parece ser o segundo aviso. Para lhes responder eficazmente será preciso pôr termo à globalização neoliberal, tal como a conhecemos. O capitalismo global tem de voltar a sujeitar-se a regras que não as que ele próprio estabelece para seu benefício. Deve ser exigida uma moratória imediata nas negociações sobre produtos agrícolas em curso na Organização Mundial do Comércio. Os cidadãos têm de começar a privilegiar os mercados locais, recusar nos supermercados os produtos que vêm de longe, exigir do Estado e dos municípios que criem incentivos à produção agrícola local, exigir da União Europeia e das agências nacionais para a segurança alimentar que entendam que a agricultura e a alimentação industriais não são o remédio contra a insegurança alimentar. Bem pelo contrário.

NÃO a este Governo e ao Partido Socialista



Campanha - 'VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!'
"Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS, com o slogan:

A DERROTA DAS MAIORIAS

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação. Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão. Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.

Somos 150.000 o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos.

Se nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto, e votar a derrota do PS.

Em Portugal há partidos para todos os gostos quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.
Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125. Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125. Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. Se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal. À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém"


Se todos fizerem a sua parte, dando um sinal vermelho ao Governo que não sabe governar com justiça para os seus cidadãos, decerto que teremos uma democracia muito mais dinâmica e justa.

sábado, 12 de janeiro de 2008

VOLTAMOS BREVE... BREVE


ESTAMOS EM (RE)CONSTRUÇÃO

sábado, 15 de dezembro de 2007

Qual Liberdade?


"Tudo começou com as unidades móveis de comunicação. Na espiral de mercado, esta tecnologia incorporou uma crescente gama de equipamentos que nada tinham a ver com o objectivo inicial de telefonar. As imagens em tempo real provocaram os primeiros impactos nas relações humanas mais instáveis, era agora possível exigir ao outro que mostrasse onde se encontrava num dado momento. Com a incorporação de sistemas de localização por satélite, o controlo tornou-se invisível e permanente. Alguém obsessivamente ciumento podia monitorar cada metro percorrido do conjugue. Mas o indivíduo ainda era capaz de desligar a sua unidade e tornar-se novamente anónimo. Não durou muito. Rapidamente, num contexto de combate ao medo e à crescente necessidade de segurança que permearam a vivência da sociedade de consumo dos séculos XXI e XXII, foram adoptados mecanismos biométricos generalizados (retina, DNA, padrões de feromonas). As unidades pessoais (cada cidadão estava obrigado por lei a usar uma) podia identificar a posição de todos que por ela se cruzavam ao mesmo tempo que controlava a situação do seu proprietário. A vantagem? Qualquer acidente, qualquer violência ou problema era instantaneamente assinalado e identificado. A corrupção e o crime quase desapareceram. A desvantagem? Mesmo desligando a própria unidade, já não se podia fugir ao 'controle protector' da sociedade. As poucas críticas que se levantaram, as Cassandras do seu tempo, não tiveram (nunca têm) suficiente força. Depois de duas, três gerações, o sistema de protecção tornou-se padrão, o cordão umbilical que a maioria temia perder. Muitos turistas, visitantes de locais inóspitos, sofriam a privação desse véu de segurança ubíquo que os mantinha seguros na Europa, na América, no Japão ou na China desenvolvida. [...] Em 1948, George Orwell escreveu um romance sobre uma sociedade omnipresente, baseada numa tecnologia de controle capaz de esmagar a liberdade individual para motivar valores e objectivos colectivos. Cento e cinquenta anos depois, por um caminho diferente do temido por Orwell (a via do totalitarismo), os cidadãos do Primeiro Mundo encontraram-se num cenário demasiado semelhante. Só que o caminho foi demasiado suave. Cada alteração, cada porta agora aberta, fora suficiente lenta para ocorrer despercebida. Como a face que não se olha ao espelho até nele ver o rosto do horror." - Sinh Naltaen, "O Degenerar da Segurança: 2001-2193", 2ª Ed.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Carta Aberta ao Secretário de Estado das Comunidade Portuguesas

Senhor Secretário das Comunidades Portuguesas. Dr. António Braga,

Creia que esta carta apenas pretende esclarecer e ajudar para que no futuro as Comunidades sejam ouvidas. São Elas que estão no terreno, são Elas que conhecem as dificuldades. Estarei sempre ao seu dispor para ajudar em assuntos que digam respeito às Comunidades. Permita que cite alguns factos.

No passado dia 24 de Setembro de 2007, quando Vossa Excelência reuniu em Lisboa, com o Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas; tive a oportunidade de lhe falar sobre o assunto do/a consultor/a, referente ao Protocolo existente entre o Ministério da Educação de Portugal e o Departamento de Educação do estado de Massachusetts, USA. Nessa altura, Senhor Secretario deu-nos cópia do Diário da Republica, comprovando que a pessoa tinha sido nomeada com inicio das funções em 1 de Setembro do corrente ano. Disse ainda que, tinha sido feito concurso público, e que os candidatos tinham sido entrevistados. Imediatamente manifestei a minha discordância com um dos nomes que estava no Diário da Republica. Vossa Excelência pediu-me que lhe desse o ”BENEFÍCIO DA DÚVIDA”. No início discordei, mas, acabei por ceder.

Façamos agora uma pequena análise aos acontecimentos, desde 24 de Setembro, e hoje, dia 6 de Dezembro de 2007.

Hoje, estou na posse de documentos que lhe posso voltar a afirmar, que a pessoa em referência, não tem as necessárias qualificações nem perfil para ocupar tal posição. Também nunca foi entrevistada.

Quando Sua Excelência o Senhor Presidente das República, Professor Aníbal Cavaco Silva, visitou a Comunidade Portuguesa de Massachusetts, e se reuniu em Boston com os Conselheiros dos Estados Unidos, a 21 de Junho de 2007, já o Senhor Secretario de Estado devia ter os nomes das pessoas para fazer as nomeações; porque a 20 de Marco de 2007, quando Vossa Excelência me recebeu no seu gabinete, disse que tudo estava tratado.
Estranho que sendo a escolha feita dentro da comunidade luso-americana, o Senhor Secretário de Estado não nos tenha consultado nem sequer informado. Ter-se-ia evitado o mal-entendido que acabou por se verificar e que acaba por agravar um problema demasiado comprometedor para a nossa comunidade e para a relação de confiança que gostaríamos de manter com o Departamento da Educação de Massachusetts.

A confirmar tudo isto está o facto de só agora, em Dezembro de 07, a pessoa ter sido contactada pelo Ministério de Educação para ocupar a posição; depois de ter sido enviada uma carta para a Senhora Ministra de Educação com cc para o Ministério dos Negócios Estrangeiros e para a FLAD

Por fim, deu-se o inevitável. A pessoa não se sentiu confortável na posição (Consultora) que queriam que ela ocupasse. Não aceitou o lugar.

CONTINUAMOS SEM CONSULTOR/A PARA DESEMPENHAR FUNÇÕES NO PROTOCOLO.

Senhor Dr. António Braga, com toda a frontalidade e transparência, permita que lhe faça a seguinte pergunta! Será desta vez que Vossa Excelência nos vai consultar com a devida frontalidade e transparência?

Agradecendo antecipadamente a atenção que a este assunto possa dispensar, apresento os meus melhores cumprimentos,

Claudinor O. F. Salomão
Conselheiro das Comunidades
Estados Unidos e Bermudas

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Almofada de caroços de cerejas

"Olá amiguinhos,

O meu nome é Zé Miguel Amorim,

Pois bem. Eu há três meses pensei, pensei, pensei mesmo muito e enquanto estava a pensar no que havia de fazer da minha vida olhei para os meus filhos e percebi o quanto eles gostavam da almofada de caroços de cereja que a avó lhes tinha feito. Nessa altura também pensei "Se eles gostam... as pessoas também vão gostar...". Vai daí fiz 20.000. Não claro que não fiz todas. Fiz só duas ou três para experimentar como seria o melhor processo de fazer as outras 9.998 porque quem iria fazê-las seriam as senhoras que estão no Estabelecimento Prisional de Tires. Só que o caroço (10 toneladas) estava todo sujo. Como tinha de o limpar todo voltei a pensar e falei com o Estabelecimento Prisinal de Sintra onde estão os senhores. Lavei eu uns quilitos para saber qual seria o melhor processo e fiz um contrato com eles para me lavarem o resto dos caroços. Tem sido um trabalho muito interessante. É um mundo que eu desconhecia. Há dias apareci no programa da Julia, "As Tardes da Julia". Foi um enorme sucesso. Vejam lá que até me ligaram da produção passado uma semana a pedir o meu número do telemovel pois havia uma série de pessoas que estavam muito interessadas mas que não têm net ou não tiveram tempo de assentar. A cereja no topo do bolo é que os estabelecimentos prisionais também têm recebido as mesmas chamadas a pedir o meu contacto. E o palito por cima da cereja foi terem-me dito que já houve empresas que contactaram esses estabelecimentos para outro tipo de trabalhos. Sinto-me bem, compreenderão.

Enfim, com isto quero eu dizer que por ser um produto inovador, honesto, biologico, biodegradavel, economico, hipoalergenico, totalmente feito por pessoas portuguesas livres e menos livres. É otimo para substituir o saco de água quente e pasme-se também é otimo para termoterapia e a tudo o que a ela possa ter a ver. E dessa eu não estava à espera. Medicina Ayurvedica, Massagens, Osteopatia, Fisioterapia, Puericultura. Olhem que ainda hoje me ligou um senhor a dizer que quem usa a "almofada de Caroços de Cereja" não é ele mas sim a filha que tem quinze dias de vida, pois diz que ela se cala e fica toda satisfeita com o calor da almofada. Eu até me calei. Só lhe agradeci e dei-lhe os parabéns. Isto não é demais?

Hoje ofereci uma camisola feita por mim ao Carlos, um dos tais senhores que estão a lavar o meu caroço. Foi ele que me pediu. Nas costas diz: "O rei do Caroço". É uma risota pegada lá nos Estabelecimentos Prisionais. Ao principio foi estranho mas agora já sou conhecido lá pelo senhor do caroço. Guardas e tudo. O meu nome não sabem mas "senhor do Caroço" já pegou. É giro.

Se leram tudo agradeço-vos imenso. Se me quiserem ligar, agradecemos todos.

PS - Vão ver o meu site, www.ricoxete.com. Foi feito por portugueses... tudo. Até o som. Ora oiçam... não é giro? Eu acho que sim. Pelo menos divirto-me à grande. E se quiserem adquirir estas pequenas maravilhas digam-me. Até reviram os olhos.

Vemo-nos no Andanças.
Muito amor"

Zé Miguel
www.ricoxete.com
917 169 813

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Decisão

Alimentar o medo tem efeitos inesperados. O medo é menos dócil que um leão enfurecido.

in http://sonhoslx.blogspot.com/

Opinião: Vítor Fonseca


Crimes contra o Estado
Recentemente, um semanário, dos chamados de referência, a que Marcelo Rebelo de Sousa, numa conferência realizada há cerca de sete anos, em S. Vicente, na baixada santista, classificou de “jornal regional do eixo Lisboa-Cascais”, publicou uma notícia preocupante e que não mereceu, pelo menos até ao momento em que escrevo este artigo, das entidades públicas, qualquer comentário, explicação ou justificação.
A digitalização de documentos, eventualmente confidenciais e pertença do Estado Português, em concreto do Ministério da Defesa, feita por uma empresa privada, paga, eventualmente, por um partido político, com verbas da campanha eleitoral, segundo diz a notícia, reveste-se de uma gravidade intolerável num Estado de Direito democrático, mesmo que este Estado se situe entre primeiro e o terceiro-mundo.
Para além de Portugal pertencer à NATO, a Defesa Nacional continua a ser, num quadro de expansão do terrorismo e da conflitualidade militar em alguns territórios da Europa, uma área de enorme sensibilidade, a merecer reserva, porque contende com envolventes estratégicas, essenciais ao resguardo da independência do Estado Português e da sua afirmação como Nação.
O autor da proeza já veio desmentir que os documentos fossem confidenciais mas, porque estive a ver um filme de domingo à tarde, com o título “O grande mentiroso”, só acredito se o Ministério Público e a Policia Judiciária investigarem e comprovarem que os documentos não passavam de meras notas de um ministro que não deveria ter tempo para mais nada a não ser escrever, diariamente, vinte e quatro páginas de apontamentos.
O Governo Português está confrontado com uma situação para a qual deve ter capacidade e coragem de dar uma resposta, sob o perigo de o Estado de Direito ser definitivamente deitado ao lixo.
Nos termos do disposto no artigo 316.º do Código Penal, sob a epígrafe Violação de segredo de Estado, plasma-se que, “quem, pondo em perigo interesses do Estado Português relativos à independência nacional, à unidade e à integridade do Estado ou à sua segurança interna e externa, transmitir, tornar acessível a pessoa não autorizada, ou tornar público facto ou documento, plano ou objecto que devem, em nome daqueles interesses, manter-se secretos é punido com pena de prisão de dois a oito anos”.
E, “se o agente praticar facto descrito nos números anteriores violando dever especificamente imposto pelo estatuto da sua função ou serviço, ou da missão que lhe foi conferida por autoridade competente, é punido com pena de prisão de três a dez anos”.
A digitalização de documentos do Ministério da Defesa, caso se integrem na previsão do dispositivo da lei penal, constitui um crime público, que deve ser investigado pelo Ministério Público, independentemente de queixa.
George Orwell dizia que uns são mais iguais do que outros, mas nenhum político, qualquer que ele seja pode estar acima da Lei, muito menos numa questão que envolve a segurança do Estado. Porque a ser assim, só se pode concluir uma de duas coisas, ou a segurança do Estado é uma treta e os serviços secretos servem apenas para servir o poder político e como meio de pressão sobre aqueles que se opõem a quem detém o poder, ou os segredos que foram digitalizados, a ser verdade que o foram, são de tal monta, que o prevaricador sabe que está protegido pelo manto da cobardia e da ignomínia de um Estado dilacerado pela corrupção na essência da sua existência enquanto Estado.

Orçamento de 2008: os pobres cada vez mais pobres

Portugal é o país da União Europeia onde a diferença de rendimentos entre o grupo dos mais ricos, comparado com o grupo dos mais pobres, é mais acentuada.
Portugal é um dos países da União Europeia com as mais elevadas taxas de pobreza, que teima, aliás, em não baixar: dois milhões de compatriotas nossos são pobres.
Em Portugal, a população idosa é particularmente vulnerável à pobreza e à exclusão social, podendo constatar-se que, neste grupo etário, a taxa de pobreza atinge o dobro da população em geral.
Em Portugal, o sistema público de segurança social tem pouca capacidade redistributiva, porque não transfere, de forma continuada e consistente, rendimentos para os grupos sociais mais vulneráveis: as pensões são baixas, os subsídios exíguos e precários, a indisponibilidade orçamental para apoiar iniciativas da sociedade civil para combater a pobreza e a vulnerabilidade sócio-económica das pessoas é crescente.
O Governo está bem consciente desta realidade e mesmo que, por absurdo, a ignorasse, foi-lhe reiteradamente recordada, ao longo do mês de debate do Orçamento do Estado para 2008.
Por isso não se compreende que, perante aquele quadro social tão dilacerante, o Governo não tenha pudor em esbulhar centenas de milhar de reformados e pensionistas (da segurança social e da caixa geral de aposentações) das suas magras pensões, impondo-lhes mais e mais impostos. Já se sabia que este Governo não gosta dos reformados. Sabemo-lo porque tem vindo a reduzir o valor das pensões.
Sabemo-lo porque impôs novos descontos, no caso dos reformados da caixa geral de aposentações, para a ADSE (para já o desconto é de 1% sobre a pensão, em breve, será elevado para 1,5%).
Sabemo-lo porque tem vindo a desmantelar um dos serviços públicos de maior importância para os idosos reformados: o serviço nacional de saúde. Com efeito, hoje, os idosos têm menor oferta de serviços de saúde e serviços mais distantes. Porém, a aversão deste Governo aos reformados não pára por aqui.
Revelando uma desenfreada insensibilidade social, este Governo quer pôr a pagar impostos, em 2008, todos os reformados (da segurança social e da caixa geral de aposentações) quem ganhem mais de 429 euros por mês, 6.000 euros por ano!
Quando se pensava que já tinha sido levado ao limite esta situação, com a imposição de um limiar de 6.100 euros no corrente ano, aí está o Governo a esticar as unhas para surripiar um pouco mais, que para os reformados é muito, de magras pensões, que são nem mais nem menos do que a retribuição legítima e esperada de anos e anos de descontos para a segurança social. Ninguém sabe até onde é capaz de chegar esta gula pantagruélica do actual Governo!
Vale a pena recordar que, em 2004, aquele valor estava mais de 2.000 euros acima, isto é, só caía na mira do fisco quem tivesse uma pensão anual superior a 8.283 euros.
Só mais uma reflexão: o Ministro das Finanças aumenta a tributação sobre os pensionistas, retirando-lhes rendimentos disponíveis e sujeitando-os às calamidades da pobreza.
Por seu lado, o Ministro da Solidariedade Social aguarda, impaciente, que os reformados fiquem bem empobrecidos para poder fazer aquele papel miraculoso de Rainha Santa Isabel, distribuindo regaçadas de complementos solidários para idosos aos bafejados da sorte!
Sim, porque, para lá de todas as proclamações virtuosas, não está a ser fácil aos idosos pobres chegarem ao complemento solidário.
Recorde-se os últimos números: até este momento, já deviam ter sido gastos 150 milhões de euros, mas a despesa ficou-se pelos 80 milhões. Os idosos pobres contemplados deviam ter atingido os 200.000, mas as últimas estimativas ficam bem mais abaixo: 65.000!
Há em toda esta situação um tique de irracionalidade e até de alguma malvadez que bem se pode traduzir na síntese seguinte: aos reformados, este Governo, primeiro, empobrece-os, depois, expia a sua culpa dando-lhe uma escassas migalhas. O problema é que, no passado, como no presente, as migalhas nunca tiraram ninguém da miséria!
Adão Silva
29 Novembro de 2007
jornal "Mensageiro de Bragança"

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Consultas gratuitas de oncologia

Consultas gratuitas de cirurgia oncológica e plástica da mama em Novembro

Serviço prestado pela Clínica de Todos os Santos em Lisboa
Com vista a incentivar o diagnóstico precoce do cancro da mama e a promover o seu tratamento atempado, a Clínica de Todos os Santos, em Lisboa, vai facultar consultas gratuitas de cirurgia oncológica e cirurgia plástica da mama durante o mês de Novembro. As consultas vão realizar-se na Unidade Oncoplástica da Mama e dirigem-se a todos os portugueses que queiram submeter-se a um rastreio, aguardem tratamento, queiram efectuar uma reconstrução pós excisão do cancro ou que desejem ouvir uma segunda opinião médica.
«O tratamento médico do cancro da mama registou um enorme avanço nas últimas duas décadas. Actualmente é possível curar muitos casos de cancro da mama, sobretudo se diagnosticados em fase inicial. A abordagem terapêutica desta doença no século XXI baseia-se na análise criteriosa das características do cancro, que diferem de pessoa para pessoa, e na escolha individualizada do melhor tratamento a aplicar em cada doente. A Clínica de Todos os Santos dispõe de uma equipa multidisciplinar no tratamento da patologia mamária, nomeadamente uma "Breast Nurse" - enfermeira, que acompanha os doentes em todo o seu percurso», refere o comunicado divulgado. Recorde-se que as doenças da glândula mamária são a patologia mais frequente da mulher, podendo aparecer também no homem, embora com menor prevalência. O cancro da mama é a principal causa de morte nas mulheres entre os 35 e os 59 anos, vitimando quatro portuguesas por dia. A prevenção desta doença assenta na realização de rastreios e consultas de rotina e numa coordenação multidisciplinar entre vários especialistas, permitindo um diagnóstico e o início de tratamento o mais rapidamente possível. A Clínica de Todos os Santos, inaugurada em 1973, foi a primeira unidade de saúde privada em Portugal de cirurgia plástica, reconstrutiva e estética. Acaba de inaugurar este mês a primeira unidade privada de cirurgia mamária oncoplástica em Lisboa. Os serviços disponíveis na clínica são os seguintes: - Oncologia médica: tratamentos que englobam não só a quimioterapia, mas também novos agentes de terapêutica biológica fruto dos mais recentes desenvolvimentos na genética e biologia das células tumorais. - Microcirurgia na reconstrução mamária: consiste na não incorporação de músculos, como a tradicional técnica de reconstrução mamária com o músculo abdominal - TRAM, pois os músculos têm uma função que deve ser preservada tanto quanto possível. Esta nova técnica microcirúrgica permite reconstruções mamárias mais perfeitas. - Cirurgia oncoplástica da mama: implica o uso de técnicas de cirurgia plástica, na abordagem e na remodelação da mama remanescente após uma excisão do cancro da mama, pelo cirurgião oncológico. Baseia-se nos princípios de cicatrizes mínimas, volume e forma da mama o mais perfeito possível. Implica uma coordenação multidisciplinar entre os vários especialistas, sendo quase sempre imprescindível a presença, no mesmo acto cirúrgico, das equipas de cirurgia oncológica e de cirurgia plástica. - Biópsia do gânglio sentinela: esta técnica apoia-se na teoria de que um determinado tumor, neste caso da mama, drena para um primeiro gânglio linfático, o chamado gânglio sentinela, e que seria o primeiro a ser metastizado. Todas as doentes em que o gânglio sentinela não se encontre com tumor não terão necessidade de realizar o esvaziamento axilar. As outras terão que o fazer. Assim, ao executar esta técnica, é possível evitar, a um grande número de doentes, a necessidade de efectuar o esvaziamento axilar com claras vantagens na qualidade de vida da doente. A As consultas gratuitas estão sujeitas à disponibilidade de agenda. Para mais informações, visite o site da clínica.
Clínica de Todos os Santos

Reunião internacional Trissomia 21 Novos Avanços - International meeting Down Syndrome: New Advances‏


Trissomia 21: Novos Avanços

International meeting Down Syndrome: New Advances
6 - 7 Dezembro 2007
Fundação Calouste Gulbenkian Auditório 2
Lisboa PORTUGAL

Enquanto Presidente da Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT21), venho por este meio convidar todos os interessados a visitar a nossa linda cidade de Lisboa e a participar no nosso Congresso anual sobre Trissomia 21.
O Programa definido pela APPT21 em conjunto com o Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças tem como principal objectivo discutir as últimas investigações e desenvolvimentos na área da intervenção médica, educativa e social nos indivíduos com Trissomia 21.
Desde 1992, que a APPT21 tem estado empenhada na concepção e implementação de vários Programas de Intervenção com o intuito de promover várias áreas fundamentais do desenvolvimento: competências motoras; linguagem e fala; competências de literacia; consciência fonológica; competências numéricas; memória de trabalho; competências sociais e funcionamento independente e transição para o emprego e vida activa.
Este ano, temos o prazer de ter connosco quatro importantes nomes internacionais, reconhecidos especialistas na área da Trissomia 21.
A Professora Sue Buckley e o Professor Ben Sacks, dois nomes importantes ligados à educação e ao desenvolvimento cognitivo de indivíduos com Trissomia 21, envolvidos desde os anos 80 nas investigações mais relevantes nesta área.
Dr. Siegfried Pueschel, de entre as suas várias habilitações universitárias, destacamos a investigação e formação na área da intervenção médica e defesa dos direitos dos indivíduos com Trissomia 21.
A Drª Liz Marder, é pediatra e é actualmente a responsável pelo Grupo Médico de Investigação em Síndrome de Down e consultora na área da medicina na Associação Inglesa de Sindroma de Down. A Drª Liz Marder tem trabalhado de perto com a Drª Jennifer Dennis na área do desenvolvimento de orientações médicas e Síndrome de Down.
Haverá tradução em simultâneo para Português.
Sejam bem vindos,

Teresa Palha
PROGRAMA DETALHADO:
http://www.nasturtium.com.pt/detalhes_f.php?id=26
SECRETARIADO:
NASTURTIUM
Educação, Saúde e Bem-Estar
http://www.nasturtium.com.pt/
geral@nasturtium.com.pt
+351960016880
INSCRIÇÃO:
40€ até 30 de Novembro
55€ depois 30 de Novembro
Inscrição on-line http://www.nasturtium.com.pt/

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Concubinato

As notícias que têm vindo, de novo, a público, e que não são desmentidas - porque ancoradas em escutas telefónicas -, do concubinato entre os maçons e o primeiro-ministro de Portugal, para destituir o Procurador-Geral da República, são um inequívoco sinal de promiscuidade e do descalabro moral a que chegou o Estado Português, na versão socialista.
Foram, agora, e mais uma vez, relembrados, - o que não é inocente, em consequência da guerra que se trava entre o poder político socialista, a Policia Judiciária e a estrutura da procuradoria da república -, factos que, em qualquer democracia, determinariam a queda do Governo e a realização de eleições. Como é de calcular, excluo deste leque as democracias populares e as dos países do chamado terceiro-mundo.
Os actos praticados, quer se queira, quer não, consubstanciam a prática de crimes, na forma tentada, contra o Estrado, contra a democracia e contra os portugueses.
Estes homens, que exercem cargos públicos, que controlam o aparelho do Estado e que decidem do nosso futuro colectivo, não possuem condições morais, éticas, políticas ou de qualquer outra espécie para continuar a exercer esses cargos.
Lamentavelmente, com a excepção de alguma imprensa ainda livre, a grande maioria dos media assobia para o ar e finge que nada aconteceu. Vivemos num País amordaçado, aterrorizado por um poder político autocrático e implacável.
Curiosamente, o PSD, que subscreveu o Pacto para a Justiça, e estou à vontade porque critiquei, sempre, esta fórmula difusa de desresponsabilização de quem exerce o poder, e em concreto discordei do Pacto para a Justiça, manteve, até agora, um silêncio ruidoso quanto a estes atentados à democracia e aos fundamentos do Estado de Direito.
O PSD concorda com a conspiração para correr com um Procurador-Geral que se tornou incómodo, mais pelas investigações que efectuou, do que pela sua incapacidade para lidar com a comunicação social?
O PSD aceita que o Director Nacional da Polícia Judiciária, segundo consta, tenha recebido pressões do embaixador britânico em Lisboa e que dê cobertura a um eventual crime de homicídio, mesmo que negligente?
O PSD aceita que o actual Procurador-Geral da República receba o advogado dos Mcann, antes de este partir para o Algarve a fim de os representar?
Quem manda no País? Serão os interesses económicos, subterrâneos, que minam e controlam a sociedade e amparam os políticos, como disse Joaquim Aguiar na SIC?
Até onde vai este lodaçal que corrói a democracia e apodrece a sociedade?
Quem impõe o medo? Quem persegue aqueles que dizem não? Ao serviço de quem está o sistema repressivo? Será que ainda vivemos numa democracia ou vivemos num enorme faz de conta? Responda quem souber, porque eu já acredito em tudo e no seu contrário.

Vítor Fonseca
vitor.m.fonseca@gmail.com
Desta terra sou feito,
Fragas são os meus ossos,
Húmus a minha carne.
Tenho rugas na alma
E correm-me nas veias
Rios impetuosos.
Dou poemas agrestes,
E fico também longe
No mapa da nação,
Longe e fora de mão...

Miguel Torga

TGV ou melhor qualidade de vida para os cidadãos

TGV - "TRAVAR PARA PENSAR
"Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.
Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros. A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas. Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza. A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais. O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo. É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa - Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País. Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar. Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e sub dimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um). Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.
CABE ao Governo REFLECTIR.
CABE à Oposição CONTRAPOR.
CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!
CABE À TUA CONSCIÊNCIA REENCAMINHAR OU DEIXAR FICAR."

Visão - Edição Verde


Parabéns à revista "Visão" pela iniciativa e pelo bom trabalho jornalistico efectuado na área do Ambiente.

A não perder!


terça-feira, 23 de outubro de 2007

Terceiros mais pobres da Europa


Já somos os terceiros mais pobres de toda a Europa!

Mais pobres até do que os imigrantes que nos procuram!Só a Lituânia e a Polónia nos ganham em pobreza!
É um número que envergonha o País: de acordo com dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população residente em situação de risco de pobreza era de 19% em 2005, ou seja, cerca de dois milhões dos residentes em Portugal eram pobres ou em vias de se tornarem pobres. Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2005, um quinto da população residente vivia em risco de pobreza. Este valor correspondia à proporção dos habitantes com rendimentos anuais por adulto inferiores a 4321 euros no ano anterior (cerca de 360 euros por mês), explica o INE, após as transferências sociais.Os idosos com mais de 65 anos e os menores de 16 anos registavam as taxas de pobreza relativa mais elevadas: 28 e 23%o, respectivamente.
Em comparação com outros países europeus, a taxa de risco de pobreza apenas era superior na Lituânia e Polónia, com 21% da população em risco.
Há, portanto, 2 Portugais:
O Portugal de mentirinha, que os políticos corruptos tentam vender à europa, como se fosse um país a sério.E o Portugal Real, em que a frieza dos números traz à evidência a rede intrincada de sucessivas mentiras e aldrabices com que os governantes - e a comunicação social por eles controlada - continuam a urdir para manter este povo permanentemente alienado. Viva, pois, este Portugal da plena miséria intelectual e económica!

Doentes com artrite

Doentes com artrite eram excluídos
"Vem resolver um problema de desigualdade gritante no acesso" aos tratamentos. É desta forma que o reumatologista António Vilar comenta a decisão do Governo de disponibilizar gratuitamente os medicamentos para a artrite reumatóide e outras quatro doenças (espondilite anquilosante, artrite psoriática, artrite idiopática juvenil poliarticular e psoríase em placas) nos hospitais, mesmo quando a receita é de um especialista externo. O médico explica que estes medicamentos já eram gratuitos, contudo, na prática, era como se não fossem. Como estavam apenas disponíveis nas farmácias hospitalares, os doentes só podiam obtê-los, gratuitamente, se fossem receitados por um especialista do próprio hospital. E não podiam comprá-los. O problema é que a esmagadora maioria dos pacientes é tratada fora destas unidades, explica, como no Instituto Português de Reumatologia. Uma situação que há seis anos tem feito a Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR) desdobrar-se em pedidos à tutela para ver a situação resolvida. António Vilar vê ainda com bons olhos a decisão de cobrar os tratamentos, não ao hospital, mas à Administração Regional de Saúde. E lembra que havia até aqui um claro efeito de "funil" no acesso, porque cada autorização de dispensa estava envolta em "burocracias". "Nos primeiros seis meses do ano passado, os Hospitais da Universidade de Coimbra não tinham um único doente em tratamento com remédios biológicos. Alguém acredita que em todo o centro não havia nenhum doente?", exemplifica. O médico espera agora que a lista seja alargada a outros fármacos, além do que integra a portaria assinada pelo Ministério da Saúde, divulgada ontem pelo DN.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O Tsunami de Pinto Monteiro


A entrevista de Pinto Monteiro ao semanário Sol desencadeou ondas de choque que, e é esta a minha convicção, foram previstas pelo próprio e devidamente avaliadas para produzir os efeitos que se tornaram evidentes face às múltiplas reacções, desde as corporativas às políticas, passando pela ténue manifestação de inquietação da Ordem dos Advogados.
O próprio Presidente da República classificou as declarações do PGR como “matéria de grande delicadeza”, o que nos dá a dimensão do que foi dito e da sua relevância no quadro da luta pelo poder e dos ímpetos de algumas forças para coarctar os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, com recurso a meios ilegítimos e danosos para a democracia formal, porque a outra há muito que já rumou a paragens longínquas.
Pinto Monteiro, que não é ingénuo, nem distraído, deixou um recado claro e inequívoco ao Director da Policia Judiciária e à estrutura que controla as escutas. E o recado é muito simples, deixem-se de brincadeiras, parem de me escutar, que eu sei e escusam de o fazer para me pressionar no que quer que seja.
Isto é, Pinto Monteiro deu dois sinais, um que não tem medo do poder que alguns sectores exercem, à margem da lei, outro que pretende metê-los na ordem.
Em simultâneo, deixou um recado ao poder político, de que se afirma distante e independente que, ou estão com ele, ou deixam de contar com a sua colaboração para acabar com a ilegalidade das escutas em pré-inquéritos, em acções secretas, em actos de mero controlo da vida dos cidadãos, à pesca de algo, nem que seja para exercer uma pressãozinha, através da divulgação dessas escutas, normalmente descontextualizadas e seleccionadas milimétricamente.
E, chegados aqui, entramos na questão do Código de Processo Penal e na penalização da divulgação da transcrição das escutas.
O magno problema desta medida, é que impede os manipuladores das escutas, aqueles que fazem escutas ilegais, de as fornecerem aos jornalistas para, desse modo, assassinarem psicologicamente cidadãos, uma vez que os jornais não as podem transcrever.
Ou seja, aqueles que se apoderaram de um instrumento de controlo da vida dos portugueses e que têm, até aqui, utilizado esse meio a seu belo prazer, perdem esse domínio porque o mensageiro não pode levar a mensagem. E eles, despidos do poder de destruir cidadãos, ficam com uma mão cheia de nada.
Pinto Monteiro foi incisivo e colocou o dedo na ferida que putrefaz o Estado de Direito, isto é, alertou para o facto de a democracia se confrontar com um poder ilegítimo que, em nome da defesa dessa democracia, a corrompe.
Torna-se premente que Pinto Monteiro e o Governo vão mais longe e ponham termo a este cancro antidemocrático.
Vítor Fonseca
vitor.m.fonseca@gmail.com

Al Gore - Prémio Nobel da Paz


"Uma pessoa com uma convicção tem tanta força como 99 outras que apenas tenha interesses"

John Stuart Mill